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O nosso caminho é feito pelos nossos próprios passos, mas a beleza da caminhada depende dos que vão conosco!


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EXÚS


                                                 
Os exus ou povo da rua são concebidos nas correntes predominantes na Umbanda como guardiões, encaminhadores e combatentes das forças das trevas. Cabe a eles o combate direto contra as energias que circulam no Astral Inferior, pois conhecem profundamente os caminhos e trilhas desse ambiente energético. É a sua função primeira, assim como a dos caboclos e pretos-velhos é a de orientar e aconselhar. Seriam os "policiais" do além, agentes e mensageiros dos orixás a cujas linhas pertencem e com os quais estão comprometidos, encarregados de reprimir os quiumbas, espíritos obsessores e moralmente atrasados. Nessa concepção, os exus não fazem o mal, mas devolvem o mal feito a outros, às vezes até com mais força.
Suas funções são cortar demandas, desfazer trabalhos, feitiços e magia negra, feitos por espíritos malignos. Ajudam nos descarregos retirando os encostos e espíritos obsessores e os encaminhando para luz ou para que possam cumprir suas penas em outros lugares do astral inferior.
Outras concepções, provavelmente mais comuns nos terreiros populares, fazem dos exus forças amorais, dispostas a fazer o mal a quem fizer oferendas e sacrifícios, sem distingui-los claramente dos quiumbas e sincretizando-os aos demônios cristãos. Nessa perspectiva, fazem parte da legião de Lúcifer, anjo que se revoltou contra o Criador e foi expulso dos Céus e suas fileiras se organizam sob o comando de uma trindade - Lúcifer, Belzebu e Astarot - análoga à trindade cristã, Pai, Filho e Espírito Santo, sincretizados, respectivamente, com Obatalá, Oxalá e Ifá.
Uma tentativa de harmonizar essas concepções distingue três tipos de exus:

Exu pagão ou Exu-quiumba: não sabe distinguir o bem do mal e trabalha para quem pagar mais. Não é confiável, pois se for apanhado, é castigado pelas falanges do bem e volta-se contra quem o mandou. São os quiumbas da Umbanda tradicional.
Exu batizado ou Exu-de-lei: já conhece o bem e o mal, praticando os dois conscientemente; são os capangueiros ou empregados das entidades, a cujo serviço evoluem na prática do bem, porém conservando suas forças de cobrança. São os exus propriamente ditos na Umbanda tradicional.
Exu coroado: após grande evolução como empregado das entidades do bem, recebem, por mérito, a permissão de se apresentarem como elementos das linhas positivas, caboclos, pretos-velhos, crianças etc.
De qualquer forma, os exus gostam de fumar, beber, rir, brincar com as pessoas e dizer palavrões. São francos e diretos, não fazem rodeios nem mentem. Supõe-se que muitos exus foram pessoas comuns (inclusive, ou principalmente, malandros e prostitutas) que cometeram alguma falha e escolheram, ou foram escolhidos, a vir nessa forma para redimir seus erros passados. Outros seriam espíritos evoluídos que escolheram ajudar e continuar sua evolução atendendo e orientando as pessoas e combatendo o mal.
O dia dos exus é a segunda-feira e geralmente bebem cachaça. Sua roupa, quando possível, é preta e vermelha. Costuma-se fazer-lhes oferendas nas encruzilhadas, colocando dinheiro, velas pretas e vermelhas, charutos e cachaça ou batida de mel. No caso das pombagiras (exus femininos), costuma-se oferecer cigarros rosas e champanhe ou licor de anis.

Exus populares
A concepção e a classificação dos exus varia conforme a tenda ou terreiro, mas existem alguns nomes bem populares e conhecidos nos meios da Umbanda/Quimbanda:
Exu Caveira: ajuda nos conflitos, ensinando as artimanhas da guerra e o modo de vencer inimigos. É encarregado de vigiar os cemitérios e os lugares onde houver pessoas enterradas. Sua força é de modo a incutir medo aos que o invocam. Todo trabalho ou despacho a ser feito num cemitério precisa da participação do Exu Caveira. É lugar-tenente de Omolu e sem a sua participação, nenhum trabalho ou despacho feito no cemitério dará resultado. Para se entregar, seja o que for, a Omolu, no cruzeiro de um cemitério, é indispensável saudar primeiro Exu Caveira, acendendo uma vela em sua homenagem na sepultura mais próxima do Cruzeiro, à esquerda e pedindo-lhe licença para a entrega. Apresenta-se, em geral, com a forma de uma caveira. Na maioria das vezes, apresenta-se depois da "hora grande" (meia-noite).
Exu Tata Caveira: provoca o sono da morte e manipula drogas e entorpecentes. Apresenta-se como uma caveira, vestido de preto.
Exu Brasa: provoca de incêndios e domina o fogo. Concede o dom de andar sobre o fogo.
Exu Pemba: propaga moléstias venéreas e favorece amores clandestinos. Apresenta-se como um mago.
Exu Maré: facilita a invisibilidade das pessoas, dando-lhes poderes de se transportar de um lugar para outro. Sua apresentação é a de uma criatura normal. Provavelmente, uma corruptela de Oxumaré
Exu Carangola: faz as pessoas ficarem perturbadas e darem gargalhadas histéricas, dançando sem ter vontade; comanda o ritmo cabalístico da dança.
Exu Arranca-Toco: Habita as matas. É especializado no domínio de tesouros.
Exu Pagão: Separa casais. Tem poder de incutir ódio e ciúme nos corações humanos.
Exu da Meia-Noite: é um dos mais invocados, porquanto é o encarregado de escrever toda a sorte de caracteres e tratar, especialmente, das forças ocultas. Segundo uma crença popular, foi ele quem ensinou a São Cipriano todas as sortes e mágicas que fazia. À meia-noite, o Exu da Meia-Noite faz a ronda do mundo físico, sendo por isso que, na Umbanda, deixa-se passar, pelo menos, uns cinco minutos da meia-noite para se sair à rua ou para se deixar um Terreiro. Na Quimbanda é exatamente à meia-noite que se fazem os despachos destinados ao Exu da Meia-Noite.
Exu Mirim: influente sobre as mulheres e crianças, é preferido pelas Mães-de-Santo para os trabalhos de amarração. Apresenta-se com roupagem de criança.
Exu Pimenta: especializado na elaboração da química e dos filtros de amor. Dá o verdadeiro segredo do pó que transforma metais. É reconhecido quando incorpora por um forte cheiro de pimenta que exala.
Exu Malé: tem o poder das artes mágicas e das bruxarias que se realizam nos Candomblés. Apresenta-se com a forma de um Preto Velho, mas é reconhecido pelo forte cheiro de enxofre que exala.
Exu das Sete Montanhas: domina as águas dos rios e das cachoeiras que saem das montanhas. Sua roupagem é da cor do lodo e deixa no ar, quando incorporado, um forte cheiro de podre, emanado do seu corpo fluídico.
Exu Ganga: domina os despachos que se fazem nos cemitérios, tanto nos casos em que o trabalho é feito para o mal quanto para salvar alguém da morte. Apresenta-se vestido de preto e cinza, deixando no ar forte cheiro de carne em decomposição.
Exu Marabô: fiscal do plano físico, distribui ordens a seus comandados. Apresenta-se como um autêntico cavalheiro, dominando o francês, apreciando bebidas finas e os melhores charutos. De gênio muito difícil, raramente apresenta-se em terreiros
Exu Mangueira: Semelhante ao Marabô, mas expele cheiro forte de enxofre quando está sendo incorporado. De gênio muito dificil, é necessário recorrer a entidades superiores para retirá-lo.
Exu Caminaloá: trabalha ao lado do Exu Mangueira e é um dos seis mais poderosos. Apresenta-se comandando uma poderosa equipe de espíritos com a forma de Pretos, ornados de penas na cabeça e na cintura com argolas nos lábios, nas orelhas e nos braços. São esses espíritos, os especializados em provocar doenças mentais, até mesmo a loucura. O Exu Caminaloá é o Chefe da Linha de Mossurubi da Quimbanda.
Exu Quirombô: atua como Exu Mirim, mas é especializado em prejudicar mocinhas, desviando-as para o "mau caminho". Apresenta-se, também, como criança.
Exu Veludo - apresenta-se como um fino cavalheiro muito bem vestido, tomando bons conhaques e fumando bons charutos. Possui "pés de cabra" e gosta de trabalhar com "as moças".
Exu Tiriri - despacha trabalhos nas encruzilhadas, matas e rios. Apresenta-se como um homem preto com deformação facial.
Exu Tranca-Ruas das Almas - muito solicitado pelos terreiros antes de começar as sessões. Guarda as porteiras dos terreiros com sua falange, contra os quiumbas e também os recintos onde se pratica a Alta Magia.
Exu Sete Encruzilhadas: Tem prazer em ensinar e doutrinar, por isto sempre está tirando dúvidas a todo aquele que lhe faça perguntas, desde as perguntas mais insólitas como "porque há estrelas..." até as mais comuns como "quero saber se meu marido me engana..." Prefere beber uísque de boa qualidade e fumar charutos grossos. Sua voz é rouca, grave e forte. Quando está manifestado em algum médium, gosta também de azeitonas. Seu olhar é insustentável e quando se fixa em alguém, parece que o atravessa e sabe seus segredos mais íntimos. As pessoas que o conhecem sentem certa autoridade nele e o respeitam. Apresenta-se como um homem de idade avançada, de pele escura, barba e olhos vermelhos, cor de brasa. Traz a metade do seu corpo (o lado esquerdo) queimado, sendo que sua perna esquerda não funciona bem, por isto é muito comum que se apóie em um bastão.
Exu Zé Pelintra: É originário do Catimbó do Nordeste, onde usa chapéu de palha, lenço vermelho no pescoço, fuma cachimbo e gosta de andar descalço. Receita chás medicinais para a cura de qualquer mal, benzer e quebrar feitiços dos seus consulentes. Na Umbanda/Quimbanda, é representado de terno branco, gravata vermelha, cravo na lapela e chapéu caido na testa, de acordo com a figura tradicional do malandro carioca. Particularmente versátil e ambivalente, aparece tanto na Umbanda, como preto-velho, como na Quimbanda, como exu. Vem acompanhado de toda a linha de malandros, entidades supostamente oriundas de pessoas envolvidas com o submundo, jogo, prostitutas, bebidas fortes e drogas.

Exú Pimenta

Exú bastante emergente no movimento atual de Umbanda, suas falanges crescem a cada dia, aumentando e solidificando seu poder de abrangência e atuação. De personalidade forte e irreverente, possui uma língua deveras afiada, sempre pronto a salpicar-nos as verdades que teimamos em esconder. Carismático e sedutor, contudo, suas palavras tem o poder de atingir-nos sem machucar, de conscientizar-nos sem nos reduzir a auto-estima. Em resumo, ele tem o dom de falar na lata o que não queremos ouvir e a gente ainda agradece.

Viveu na europa entre 1420 e 1480 mais ou menos, estabelecendo-se em Portugal, muito embora, acredito, não tenha nascido nesse país. Enriqueceu como comerciante, usando de seu raciocínio rápido e habilidades retóricas. Passou, assim, a fazer parte da nobreza, frequentando a corte, período em que constituiu carmas relativos ao uso desvirtuado do dinheiro e do poder adquiridos. Segundo ele: “Errei, penei, aprendi, compreendi, me transformei e venci. Hoje trabalho, sem reclamar, ajudando idiotas como aquele que eu fui”
Pimenta, Exu

Sr Pimenta é um Exú ligado, essencialmente, ao elemento fogo. Os outros Exús costumam chama-lo de “O Ardido”. Essa ligação com a energia ígnea, dizem, associa-o ao Orixá Xangô, mas pessoalmente desconheço se essa afirmação é procedente e ainda faço exceção, pois sou filho de Oxóssi e nós nos damos muito bem há muitos anos. Um de seus parceiros inseparáveis é o Sr Exú Pinga Fogo, a quem atribui o destino daqueles trevosos vencidos que, orgulhosos, rejeitam suas ofertas de paz. Também se associa aos demais Exús do fogo, como Sr Exú Brasa, Sr Exú Bará, entre outros.

Para realizar seu ofício de guardião, utiliza-se de armas diversas, a exemplo dos muitos e afiados punhais que carrega ocultos por trás de seu fraque bordô. Quando em demanda, apresenta-se acompanhado de enormes cães negros, nada amigáveis, semelhantes a rottweilers, mas de olhos vermelhos como o fogo.

Duas coisas irritam sobremaneira Sr Exú Pimenta: falta de respeito com os Exús por parte de nós encarnados e espíritos trevosos que utilizam o nome Exú para arriarem em terreiros. Não gosta de brincadeiras e pode se tornar verbalmente muito agressivo se defrontado com algum tipo de desrespeito. Quanto aos falsos Exús, costuma ser implacável e demonstra prazer ao derrubá-los.Exú bastante emergente no movimento atual de Umbanda, suas falanges crescem a cada dia, aumentando e solidificando seu poder de abrangência e atuação. De personalidade forte e irreverente, possui uma língua deveras afiada, sempre pronto a salpicar-nos as verdades que teimamos em esconder. Carismático e sedutor, contudo, suas palavras tem o poder de atingir-nos sem machucar, de conscientizar-nos sem nos reduzir a auto-estima. Em resumo, ele tem o dom de falar na lata o que não queremos ouvir e a gente ainda agradece.

Viveu na europa entre 1420 e 1480 mais ou menos, estabelecendo-se em Portugal, muito embora, acredito, não tenha nascido nesse país. Enriqueceu como comerciante, usando de seu raciocínio rápido e habilidades retóricas. Passou, assim, a fazer parte da nobreza, frequentando a corte, período em que constituiu carmas relativos ao uso desvirtuado do dinheiro e do poder adquiridos. Segundo ele: “Errei, penei, aprendi, compreendi, me transformei e venci. Hoje trabalho, sem reclamar, ajudando idiotas como aquele que eu fui”

Sr Pimenta é um Exú ligado, essencialmente, ao elemento fogo. Os outros Exús costumam chama-lo de “O Ardido”. Essa ligação com a energia ígnea, dizem, associa-o ao Orixá Xangô, mas pessoalmente desconheço se essa afirmação é procedente e ainda faço exceção, pois sou filho de Oxóssi e nós nos damos muito bem há muitos anos. Um de seus parceiros inseparáveis é o Sr Exú Pinga Fogo, a quem atribui o destino daqueles trevosos vencidos que, orgulhosos, rejeitam suas ofertas de paz. Também se associa aos demais Exús do fogo, como Sr Exú Brasa, Sr Exú Bará, entre outros.

Para realizar seu ofício de guardião, utiliza-se de armas diversas, a exemplo dos muitos e afiados punhais que carrega ocultos por trás de seu fraque bordô. Quando em demanda, apresenta-se acompanhado de enormes cães negros, nada amigáveis, semelhantes a rottweilers, mas de olhos vermelhos como o fogo.

Duas coisas irritam sobremaneira Sr Exú Pimenta: falta de respeito com os Exús por parte de nós encarnados e espíritos trevosos que utilizam o nome Exú para arriarem em terreiros. Não gosta de brincadeiras e pode se tornar verbalmente muito agressivo se defrontado com algum tipo de desrespeito. Quanto aos falsos Exús, costuma ser implacável e demonstra prazer ao derrubá-los.

Não obstante essa personalidade forte, e suas alterações de humor a depender do teor dos trabalhos que realiza, Sr Pimenta é, de maneira geral, um espírito muito alegre e irreverente. Tanto que quando chega no Terreiro, através da incorporação, a primeira coisa que faz é, invariavelmente, abrir um longo sorriso.

Não obstante essa personalidade forte, e suas alterações de humor a depender do teor dos trabalhos que realiza, Sr Pimenta é, de maneira geral, um espírito muito alegre e irreverente. Tanto que quando chega no Terreiro, através da incorporação, a primeira coisa que faz é, invariavelmente, abrir um longo sorriso.


Exú Tiriri - rei da encruzilhada


Portugal, final do século dezenove. Passam das 23 horas quando Bartolomeu Custódio bate à porta de seu primo e é atendido pelo rapaz que, visivelmente, foi acordado pelas insistentes batidas. - Primo, preciso urgente de ti! - Fernando manda-o entrar deixando claro estar contrariado com a visita repentina em tão tardio horário. - Nem me fale Bartolomeu! São réis o que deseja. Não é? - O homem baixa a cabeça e responde num fio de voz: - Perdi mais de mil no carteado do Barão senão pagar ele ameaçou acabar com minha família. - Mil?  Estás louco? Não faz um mês que paguei sua divida de quinhentos e já vens aqui pedir-me mais de mil? Onde vais parar, ou melhor, aonde vou eu parar com tantos réis que se vão ladeira abaixo? Achas que por ter tido sorte na vida tenho que carregá-lo nas costas? A ti, tua família, teu maldito vicio? - Bartolomeu ouve tudo sem levantar os olhos. - Primo, só tenho a ti para recorrer. O que será de minha mulher e meus filhos? Juro-te que nunca mais jogarei um só conto em nada! - O rapaz está descontrolado e replica aos gritos: - Já ouvi essa ladainha muitas vezes e não vou mais cair nessa conversa. Vá ao Barão e diga que não tem, não conseguiu, e ele que espere. Ainda ontem a pobre de tua mulher veio até aqui pedir-me comida. Crês nisso? Tive que dar comida a tua família. Enquanto tu espezinha-me com dívidas de jogatina. Olhe para ti! Estás em estado lamentável, além de cheirar a vinho à distância. Saia já de minha casa. - Dirige-se para a porta e a abre com violência.  Bartolomeu levanta-se lentamente, de seus olhos caem lágrimas, é duro ter que ouvir tudo que está ouvindo, apesar de ser a mais pura verdade. Faz ainda uma última tentativa. - Primo, pelos teus filhos, ajuda-me! Fernando continua parado à porta apontando a rua. - Fora daqui, vagabundo! Nunca mais me apareça, porco imundo! Sem mais nada dizer o homem retira-se lentamente ouvindo o baque violento da porta atrás de si. Caminha tropegamente enquanto as lágrimas embaçam sua visão. Sabe que fez tudo errado. Sempre! Foi mulherengo, bêbado, viciado em jogos. Tem a exata noção do péssimo pai e marido que é. Seu primo tem toda a razão em humilhá-lo. Sem perceber, depois de muito caminhar, está sobre uma ponte. Talvez seja essa a única saída. Faz uma pequena prece e atira-se nas águas profundas do rio. O espírito de Bartolomeu Custódio durante anos perambulou por sendas escuras e tortuosas. Passado um longo tempo e depois de  rever erros e acertos de vidas anteriores, foi amparado por mentores que o encaminharam para a labuta do resgate cármico. Hoje, trabalhador de nossos terreiros, é conhecido como o grande Exu Tiriri, elegante, educado e sempre com um profundo respeito para com seus consulentes, nem de longe lembra a triste figura apresentada neste texto.Laroiê Seu Tiriri!       

                      Exú Tiriri 


Exu Tiriri é o mais elementar dos Exus, é o que tem mais débitos tem com a Espiritualidade Superior. E que através dos tempos luta para redimir-se de seus erros passados. Chegou nesta condição de Exu devido a minha própria vontade,pois como um Exu,Eu poderia prestar-me em diversos serviços no Astral,dentre eles,certamente,estaria a forma de coloborar com a Umbanda , que é uma força poderosa de milícias celestial, que surgiu para renovar o mental daqueles que detinham a posse das centenas de finalidades de sua missão terena. O nome TIRIRI, significa o que tem a PALAVRA DA VERDADE, pois o pregador das Esferas superiores, tem que expressar, evidenciando sua posição de um eloquente medianeiro nos assuntos necessários à pregação daquilo que aprendeu e assimilou nas diversas etapas de sua Evolução terrena. TIRIRI é um Exu de muita cultura, e o seu caminho pela Terra foram quase sempre de estudar as formas de conversações, das Elites cultas de um País. Conhecendo diversas linguas da terra, posso transitar livremente nas diversas Assembléias catalogadas no Espaço, onde diletos espíritos, prestam eficientes trabalhos espirituais e melhoram os nivéis de conhecimentos daqueles que precisam aprender mais, sobre as certezas e realidades da vida Metafísica e que muito bem revelou aos homens e aos dedicados Espiritas e Espiritualistas,um conhecido frances de nome CHARLES RICHET!. Eu menosprezaria se certamente não lhe oferecesse a oportunidade de conhecer como fui e estou dando este INTUITO a minha mensagem , que Eu fui:
Eu tive uma encarnação na Alemanha e lá foi muito marcante,pois fui considerado um grande eudioso,das coisas existentes, que tinham por finalidade o Estudo das forças da Magia. Digamos apenas que era Escolas Maçônicas de grau superior e que deixaram em seus adeptos marcas indeléveis de conhecimentos, sobre coisas da Maçônaria Egípcias. Cheguei ao grau 33 e fui um veneravel Mestre, que conheceu certas linhas do compasso e do leme controlado pelo bastão da Oligarquia da Esfera, da lâmpada da energia cosmica do triângulo Maçom, e suas conseguências capitais e poderosas.
--Fui um físico que dedicou aos Estudos das diversas formas da Camada da Terra.Eu desencarnei em 1879, e fui para o mundo dos Espíritos, sentindo que Eu podia olhar para os meus semelhantes, pois todos os conhecimentos que adquiri ficaram engavetados em minha mente superior, e após uma longa etapa de meus aquisitivos de conhecimentos, alimentei o desejo de retornar a Terra,o que aconteceu.
Fui em uma outra Encarnação um médico cirurgião, que dedicou as cirurgias das centenárias doença do coração, fui famoso na França, e desencarnei em 1905. Após meu desencarne, ganhei um prêmio de meus mentores Espirituais , o de Aliviar as Almas, que desencarnavam de doenças do coração e dediquei-me ao fundo a este trabalho numa Colônia chamada Cordeiro de Deus. Caminhei no Espaço por diversas moradas la existentes , e diante do que passei, conheci uma de nome CELEIRO DE DAMASCO e lá conheci o Tranca Ruas das Almas, que me ofereceu a maior dádiva que um Espírito como Eu , poderia receber, ou seja Comandar um exercito de Almas da Espiritualidade Menor. Pois ali existiam aqueles que necessitam de uma palavra de Sabedoria e energia concedida a esses Espíritos, as dei, para que, se colocassem em posição de resgatarem seus erros do passado, servindo a nobre causa idealizada pelo Mestre Jesus , a de criar a Umbanda. A través de um Caboclo de nome 7 Encruzilhadas. E fomos então convocados a servir de escudo a essa nova Religião surgida nos Céus do Brasil . A minha função no Reino dos Exus , é a de oferecer conhecimentos,aqueles que ainda não se inteiraram da morte da MATÉRIA e que deixam levar por sonhos e erros conhecidos das mentes, entregues ao materialismo grosseiro.Sou mensageiro do Orixá Omulu, faço o papel de doutrinador das Almas,as mais aflitas do Espaço.Meu nome esotérico FLERUTY. A minha apresentação aos homens,é de um Homem Normal que usa roupas pretas, pois o preto é a morte das energias do Universo,é onde habitam as Almas em desequilíbrio e trevas. Uso uma bengala nas mãos de cor vermelha e preta, a capa que uso é de cor preta e fundo branco, minha guia é de cor preta, com firma preta rajada de branco. Oferendas nas encruzilhadas de calunga e nas estradas onde são geralmente entregue ao Tranca Ruas. Minha bebida Elixir dos Deuses, ou seja vinho de qualidade, a marafa em determinadas situações e trabalhos pesados, outras bebidas finas. Meu conselho final a todos que trabalham na Umbanda e aos que utilizo como aparelhos:
---QUE JAMAIS PROCUREM LANÇAR -ME EM DEMANDAS COM OUTROS EXUS E QUE, DEDIQUEM-SE A CARIDADE E MOSTREM-SE DESEJOSOS DE GANHAR O REINO DOS CÉUS COM MELHORES FINALIDADES DE APRENDIZADO ESPIRITUAL.
Salve o Grande Mestre do Universo
Salve a força da Umbanda.
Salve todos os Exus.
Salve Senhor TIRIRI.


Exú Zé Pilintra

Jose Emerenciano nasceu em Pernambuco. Filho de uma escrava forra com seu 
ex-dono, teve algumas oportunidades na vida. Trabalhou em serviços de gabinete,
 mas não suportava a rotina. Estudou, pouco, pois não tinha paciência para isso.
Gostava mesmo era de farra, bebida e mulheres, não uma ou duas, mas muitas. 
Houve uma época em que estava tão encrencado em sua cidade natal que teve 
que fugir e tentar novos ares. Foi assim que Emerenciano surgiu na Cidade
 Maravilhosa. Sempre fiel aos seus princípios, está claro que o lugar 
escolhido havia de ser a Lapa, reduto dos marginais e mulheres de vida 
fácil na época. Em pouco tempo passou a viver do dinheiro arrecadado 
por suas "meninas", que apaixonadas pela bela estampa do negro, 
dividiam o pouco que ganhavam com o suor de seus corpos. Não foram 
 poucas as vezes que Emerenciano teve que enfrentar marginais em 
defesa daquelas que lhe davam o pão de cada dia. E que defesa! Era 
impiedoso com quem ousasse atravessar seu caminho. Carregava sempre 
consigo um punhal de cabo de osso, que dizia ser seu amuleto, e com ele
 rasgara muita carne de bandido atrevido, como gostava de dizer entre
 gargalhadas, quando nas mesas dos botecos de sua preferência. Bebia 
muito, adorava o álcool, desde a cachaça mais humilde até o isque mais 
requintado. E em diversas ocasiões suas meninas o arrastaram praticamente
 inconsciente para o quarto de uma delas. Contudo, era feliz, ou dizia
 que era, o que dá quase no mesmo. Até que conheceu Amparo, mulher do 
sargento Savério. Era a visão mais linda que tivera em sua existência.
 A bela loura de olhos claros, deixava-o em êxtase apenas por passar
 em sua frente. Resolveu mudar de vida e partiu para a conquista da deusa 
loura, como costumava chama-la. Parou de beber, em demasia, claro! Não
era homem também de ser afrouxado por ninguém, e uns golezinhos aqui e
ali não faziam mal a ninguém. Dispensou duas de suas meninas, precisava
 ficar com pelo menos uma, o dinheiro tinha que entrar, não é? Julgava-se 
então o homem perfeito para a bela Amparo. Começou então a cercar a
 mulher, que jamais lhe lançara um olhar. Aos amigos dizia que ambos 
 estavam apaixonados e já tinha tudo preparado para levá-la para 
Pernambuco, onde viveriam de amor. Aos poucos a história foi correndo, 
apostas se fizeram, uns garantiam que Emerenciano, porreta como era, ia
 conseguir seu intento. Outros duvidavam Amparo nunca demonstrara 
nenhuma intimidade por menor que fosse que justificasse a fanfarronice
 do homem. O pior tinha que acontecer, cedo ou tarde. O Sargento foi
informado pela mulher da insistente pressão a que estava submetida. 
Disposto a defender a honra da esposa marcou um encontro com o rival. 
Emerenciano ria, enquanto dizia aos amigos: - É claro que vou, ele quer
me dar a mulher? Eu aceito! Vou aqui com meu amigo... - E mostrava seu
 punhal para quem quisesse ver. Na noite marcada vestiu-se com seu 
melhor terno e dirigiu-se ao botequim onde aconteceria a conversa. Pediu
uísque, não era noite para cachaça, e começou a bebericar mansamente. 
 Confiava em seu taco e muito mais em seu punhal. Se fosse briga o que 
ele queria, ia ter. Ao esvaziar o copo ouviu um grito atrás de si: - Safado!
 - Levantou-se rapidamente e virou-se para o chamado. O tiro foi certeiro. 
O rosto de Emerenciano foi destroçado e seu corpo caiu num baque surdo.
 Recebido no astral por espíritos em missão evolutiva, logo se mostrou 
 arrependido de seus atos e tomou seu lugar junto a falange de Zé Pelintra. 
 Com a história tão parecida com a do mestre em questão, outra linha não
 lhe seria adequada. Hoje, trabalhador nos terreiros na qualidade de 
Zé Pelintra do Cabo, diverte e orienta com firmeza a quem o procura. 
Não perdeu, porém a picardia dos tempos de José Emerenciano.
 Sarava Seu Zé Pelintra! 


Exú Veludo




Homem alto, esquio, moreno, nobre, viveu no século XVI, na Inglaterra-Europa, vivia entre a
realeza onde tratava dos negócios do Rei (cobrador de impostos e jurista), foi muito rico, vestiase sempre com muito luxo e elegância, homem de finos tratos e com gosto, tinha bom trato ao
falar, com sua voz firme e aveludada, diz-se que é daí que veio seu nome de Exu.
Apresenta-se na Umbanda sempre severo e enérgico, tem grande atuação em causas judiciais,
trabalha na quimbanda em muitos caminhos tais como:
Exu Veludo da Meia Noite
Exu Veludo Cigano
Exu Veludo 7 Encruzilhadas
Exu Veludo Menino (Veludinho)
Exu Veludo dos 7 Cruzeiros
Exu Veludo das Almas
Exu Veludo dos Infernos
Exu Veludo da Kalunga
Exu Veludo da Praia
Exu Veludo do Oriente
Exu Veludo Sigatana
Exu Veludo do Lixo
É uma das entidades mais procuradas e amadas na quimbanda.
♫ PONTO ♫
Comigo ninguém pode
mas eu posso com tudo.
Lá na minha encruzilhada
eu sou Veludo.
-----------------------------------------------X------------------------------------------
Este Exu, vem das costas orientais da África, era swahili (negro arabizado). Usa um turbante na
cabeça, e lindos tecidos de veludo trazidos de oriente, que lhe valeram o apelido na Kimbanda de
"veludo" Dado a sua forma luxuosa de se vestir, no estilo muçulmano, muitos que viram seu tipo
de apresentação através da mediunidade, o confundiram com um cigano e o associaram com os
mesmos. Isto não significa que não trabalhe com os ciganos, ao contrário, tem inclusive uma
passagem ou caminho que se apresenta como um.
Tem muitos conhecimentos sobre feitiços que se fazem utilizando panos, tigelas, agulhas, pembas
e outros ingredientes. Abre os caminhos e limpa trabalhos negativos feitos nos cemitérios. Gosta
de um bom whisky e grossos charutos.
Alguns de seus caminhos são:
Exu Veludo da Meia Noite
Exu Veludo Cigano
Exu Veludo 7 Encruzilhadas
Exu Veludo Menino (Veludinho)
Exu Veludo dos 7 Cruzeiros
Exu Veludo das Almas
Exu Veludo dos Infernos
Exu Veludo da Kalunga
Exu Veludo da Praia Exu Veludo do Oriente
Exu Veludo Sigatana
Exu Veludo do Lixo
Serventia de Exu Na linha de Ogum
Ogum de Lei - Exu tranca rua
Ogum Iara - Exu Tranca Gira
Ogum Beira Mar - Exu Tira toco
Ogum Matinata - Exu Tira teima
Ogum Megê - Exu Limpa trilhos
Ogum Rompe Mato - Exu Veludo
Ogum Malê - Exu Porteira
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Enviado por Ogum Xoroquê.Nasceu no ano de 1632 e faleceu no ano de 1675. Tratava-se de um homem alto,
moreno sem o dedão do pé direito. Suas cores são: vermelho, azulão e preto.
Pertence a nação de Angola, Seus símbolos são: um tridente, uma navalha e uma estrela de 7 pontas.
Suas bebidas preferidas são batida de coco e de amendoim.
Sua comida preferida é farofa de dendê,
amendoim misturada com carne de rês.
Entrega-se suas oferendas: na lomba, nas matas e nas encruzilhadas.
-------------------------------X----------------------------
É comum a lembrança sempre da última encarnação, num espírito caído e renascido das trevas. Mas seria
impossível contar esta história sem lembrar de duas últimas reencarnações... Vamos chamá-lo de Veludo,
desde já, pois não fui autorizada a revelar sua verdadeira identidade. Ocupava um dos mais altos postos entre
os soldados de Roma, tinha trinta anos quando presenciou a Paixão e Morte de Cristo. Pena? Quase nenhuma,
tinha um ódio sem razão que crescia a cada dia do povo judeu. Não se abalou com a comoção e nem com o
sofrimento do Inocente.
Durante vários anos continuou a perseguição implacável aos cristãos, matava por prazer, sentia o gosto do
sangue em sua boca e isto lhe fazia chegar ao ápice da glória. Morreu aos setenta e cinco anos, sozinho e
leproso. O corpo totalmente deformado, mas a mente sempre perversa.
Ficou por muitos séculos, pagando em outras esferas, seus débitos aqui contraídos. Sofreu muito, se redimiu e
por volta de 1900 teve a oportunidade de reencarnar na Alemanha, filho de um Oficial do Exército e de uma
dona de casa. Veludo sempre foi muito calado e tímido, extremamente inteligente, tinha uma paixão por armas
de fogo, confeccionava-as com pedaços de madeira, galhos de árvores e depois com pedaços retorcidos de
metal. Passava horas admirando as antigas armas do pai. Assim que pode se alistou no Exército, era
apaixonado por isto. Se tornou um dos mais fiéis e dedicados membros da Corporação. Seu comportamento
agressivo foi se aflorando. Matava animais com muita vontade, seus olhos brilhavam de prazer. Estoura a II
Guerra Mundial. Veludo, agraciado por seu comportamento exemplar torna-se o homem de confiança de Adolf
Hitler. Estava casado há quatro anos e tinha três filhos.
A partir deste momento, a violência e a revolta contra os judeus explodiram na mente do soldado. Cometeu
todas as espécies de barbárie.. Praticava tiro ao alvo da janela de seu quarto com crianças e mulheres judias
presas nos campos de concentração. Estourava miolos de pais na presença de filhos, mulheres na presença de
maridos e sentia o prazer de matar crescer a cada dia. Vibrava com cada vítima que chorava, esperneava e
implorava pela vida.
Até que entre as mulheres que iriam para a câmara de gás, um par de olhos muito azuis, chamaram sua
atenção. Era uma judia russa que estava prestes a morrer. Sem conseguir explicar o porque, Veludo se
apaixonou. E se odiou por isto, amava e odiava com a mesma intensidade. Ele simplesmente não conseguia
ser bom. Separou a moça nua das outras e levou-a para seus aposentos. O amor era violento, selvagem,
misturava-se com o ódio que sentia por aquela mulher ser judia. Por dez dias, alegando estar adoentado,
recolheu-se com a moça judia. Quanto mais a amava, mais seu ódio crescia. Seviciou, abusou, e fez com que a
moça sofresse toda a sorte de humilhações, até que a matou. Corroia-se de amor, de ódio e de remorso. Ficou mais violento mais amargo e mais cruel.
Com o fim da II Guerra os militares alemães foram perseguidos e capturados. Veludo conseguiu fugir, pediu
ajuda a sua esposa que o escondeu em uma velha casa da família. Informada das atrocidades praticadas pelo
marido e da traição, cega de ciúme entregou-o aos soldados inimigos. Juntamente com outros oficiais alemães,
foi colocado em um paredão e recebeu vários tiros, depois foi jogado em uma vala muito funda, porém não
morreu imediatamente, ficou muitos dias, coberto com os outros mortos, se asfixiando aos poucos, quanto mais
força fazia para respirar, mais sentia a podridão humana, o sangue fétido e o cheiro de morte.
Morreu.
A sensação que tinha era que se afogava no lodo, que cheirava forte, e quase o impedia de respirar. Bem...Este
sofrimento na esfera mais negra da existência vamos deixar para uma outra parte da história.
Passado mais de quarenta anos, Veludo foi resgatado de seu sofrimento por Sr. Ogum Rompe Mato e trazido
para trabalhar na casa do Pai Três Cachoeiras. Iria incorporar em uma médium que entraria em breve na
corrente.
Desde 1992, Exu Veludo presta serviço à Luz no Terreiro de Umbanda Caboclo Três Cachoeiras e Mestre
Jesus. Hoje totalmente transformado coloca a caridade acima de qualquer obstáculo e trabalha muito. Já
pertence a Ordem dos Cavalheiros mas não quer deixar a casa que tanto lhe ajudou e que tanto ama e a
médium a quem devota tanta admiração.
Por alguns meses sua ex-esposa, trabalhou como Exu Mulher na mesma casa, incorporando na mesma
médium, veio se desculpar por ter entregado seu marido, levada pelo ciúme. Conseguiu seu perdão e hoje está
em outra esfera astral praticando também a caridade.
Ao oficial alemão que viveu e compactuou com um dos momentos mais negros e sofridos da História Mundial
foram atribuídas mais de mil mortes. Sendo a maioria crianças, mulheres e idosos. Todos judeus.


Exú da Meia Noite


"O sábio uso do contato com o plano espiritual pode trazer-lhes a sabedoria
 para escolher a direção que tomará ao andar nos momentos de escuridão, 
os encaminhando novamente para o plano da luz, eis que então respeitem e 
 exercitem a humildade de ouvir e aprender, pois sempre que o fizerem estarão 
 dando uma chance a vocês mesmos." Sr.MN

"Respeitem o desconhecido e dê-lhe o espaço necessário para não lhes oferecer 

nenhuma ameaça, pois o fazendo terão seu espaço preservado, afastando assim 
qualquer chance de serem injustiçados ou feridos pela influência alheia, apeguem-se
 na fé sempre, e confiem nos guias que guardarem no coração, pois jamais faltarão
 com quem os montiver guardados consigo." Sr.MN

"Caridade é um exercício, não um dom, ela existe para ser praticada, e quanto 

mais dedicar-se a ela mais próximo estarás de alcançar a humildade, e quando 
esta experimentar, entendarás um pouco mais sobre vida, e aqui sim, quando 
neste ponto chegar, poderás VIVER, e provar na plenitude o que foi criado 
para você." Sr.MN

Exu da Meia Noite,pertence à linha das almas ,é chefe de falange. Pertence 

a linha negativa de Xangô ,sendo serventia de Xangô Da Pedra Preta. Bebe licor ,marafo,conhaque,uísque,Fuma charutos,cigarrilhas ,trabalha muito com as moças
 bonitas (como são chamadas as pomba-giras). Uma de suas visões astrais é de um 
homem, com uma longa capa escura em volto de si. Sua guia é preto e branco, mas 
muito trabalham com vermelho e preto também. Trabalha com velas vermelhas, 
pretas, brancas, mas principalmente com as vermelhas.

Sua história é de que em sua última encarnação ele foi um rico barão,viveu em 

 Santos. Aos 40 anos, foi a Portugal procurar uma esposa, que tinha 14 anos;
 casou-se com ela. Em sua noite de núpcias, a moça não sangrou como ele 
 esperava. Porém ele sabia que ela era virgem. Contudo, ficou furioso com isso. 
Armou uma cilada pra ela, dizendo que ela tinha o traído. Então ela fugiu com índios,
 sendo que ele para procura-la chegou a matar quase uma tribo inteira. Quando ele a 
encontrou, ela tinha um filho dele.

Voltou a ficar com ela, depois de um tempo, o filho dele morreu. Não demorando

muito tempo, tiveram outro filho, que teve o mesmo destino do outro, falecendo 
depois de alguns anos. Ele com remorso, contou a história para sua esposa do 
que ele tinha armado; ela novamente o largou. Ele, doente, foi morrendo 
aos poucos em cima de uma cama; não comia, não tinha força sequer para 
se levantar. Morreu aos poucos...

História relatada no Livro Guardião da Meia



Exú Tranca Ruas



O Senhor de Embaré
Sr. Exú Embaré, Senhor do mundo espiritual onde está sua origem e sua morada, 
no Reino de Safira ( Este reino é espiritual ). E neste caso temos duas histórias 
que comprovam a existência desta divindade de N’gangá no mundo espiritual e 
outra popular.
A primeira é da vinda desta entidade como mago, feiticeiro e bruxo ao mundo 
dos mortais para ser útil a quem da magia tem necessidade para alcançar seus
 objetivos. Este mestre mago feiticeiro, Rei do mundo espiritual vem ao mundo
 físico e se apresenta como Vulgo ( Apelido ) Exú Tranca Ruas da Almas.
Ele tem o poder de fechar e abrir os caminhos para o ser humano e também 
de ter as almas perdidas sem luz como escravos para prestar-lhe reverencias
 e fazer o que ele ordenar. Este é um dos motivos pelo qual ele foi enviado 
aqui no plano físico, para pegar as almas perdidas, formar seu Exército 
para lhe servir e também formar uma hierarquia para que todos as almas 
perdidas fossem transformadas em seu exército, e desta forma encontrem
 o caminho novamente para a luz através dele mesmo, podendo assim vigiar,
 receber as oferendas que são depositadas nas ruas de qualquer cidade 
aonde Exú Tranca Rua tem o poder absoluto ( o Reino das Ruas ).
Essa entidade protege a entrada das casas de culto na esquerda da Umbanda
 e no culto Kibundo ( Kimbanda ), nada se movimenta ou sai de uma casa 
para as ruas, nada chega ao seu destino de origem como nas matas e outros
 locais fora da cidade sem que antes sejam realizadas oferendas á 
Exú Tranca Rua.
Exu tranca Ruas é respeitado no mundo dos homens poderosos porque 
foi através do poder de Seu Embaré que elas conseguiram suas fortunas, 
seus impérios e assim viverem como Reis.
Este n'ganga é cultuado é tem réplica de seu Pepelê N'ganga em algumas 
 empresas por isso elas só crescem, geram grandes lucros e contribuem 
para o equilíbrio do mundo porque esta entidade tem influência sobre o 
dinamismo do ser humano, quando cultuada por eles.

Obs.: Esta entidade é a que mais possui conhecimento para indicar 
amuletos na cabaça e outros apetrechos para ser colocado como
 segurança na entrada dos estabelecimentos comerciais e nas 
residências, que servem contra inveja, feitiços, pragas, demandas, etc...

Exú Tranca Ruas tem o poder de realizar magia para o amor com 
resultados imediatos
e quem nele acredita para fazer a sua união nunca mais sofre por amor.
Tranca Ruas das Almas, só ele pode abrir uma fenda entre o mundo físico 
e o espiritual trazer ou levar os espíritos que estiver sob seu comando de
 volta, só ele pode prende - los para executar as tarefas que ele tiver
 necessidade para beneficiar o ser humano.
Exú Tranca Rua ( o Rei de Embaré) também é generoso, depois que
 as entidades a seu serviço realizam as suas tarefas com êxito ele as 
recompensa cedendo parte do seu poder e luz para a evolução das mesmas.
Por isso esta entidade é tão poderosa e respeitada e todos Sacerdotes 
adeptos aos cultos afro-brasileiros cultuam Exu Tranca Ruas das Almas 
na frente de suas casas ( pequenas tranqueiras ) com muito respeito, 
por que além dele proteger a porta e a rua ele também prende as almas 
perdidas que tentam entrar nos lugares onde ele é cultuado.
Esta é uma história verídica que confere a Exu Tranca Ruas aqui no
 mundo físico, mas temos a história de sua origem no mundo espiritual 
como Ngangá Sr. do Reino de Safira o Rei de Embaré, que deu origem 
a essa entidade de n'ganga e nos dias atuais trabalha nas casas de culto
 Kibundo onde realiza suas magias junto ao Pepelê N'ganga, seus
 médiuns (sacerdotes kibundo) que recebem esta entidade dentro 
desta linha kibundo é por que já passaram pelo Kamarim Kibundo 
além de ter feito os preceitos dos sete reinos de n'ganga como exige
 a própria entidade Tranca Rua de Embaré ( vulgo Tranca Rua das Almas ).
Suas Preferências
Essa entidade na linha das almas no reino das ruas aceita todos
 os tipos de oferenda que são realizadas nas encruzilhadas, estradas,
 cemitérios, etc...
Como Rei Majestade ( Tranca Rua de Embaré ) recebe suas obrigações
 e oferendas em locais específicos de acordo com suas orientações ou
 através do oráculo Ngombo ( Oráculo dos Ossos ) sob o qual 
Seu Tranca Rua de Embaré também conhecedor.
Tem como seu curiador bebidas finas de malte envelhecido, adoração 
pelo luxo, pedras preciosas, pratarias, porcelanas, e antiguidades valiosas.
Recebe padê como todas as entidades de n'ganga e alimentos de 
carnes preparados dentro do templo pela pessoa específica do cargo 
e encarregada de fazê-lo.
Seu vestuário é cartola sofisticada de época, sua capa varia nas cores
 azul turquesa, roxo e negro tendo contrastes em vermelho decorada
 de safira de preferência amarelo dourada que simboliza sua riqueza e 
a presença de seu reino.
Geralmente solicita para seu conforto tronos entalhados em madeira e 
marfim é extremamente educado e fino, poderoso e sinistro é uma entidade
 muito melindrosa nunca solicite os seus serviços sem de fato ter certeza
 do que deseja porque os seus trabalhos são alta magia e muito eficazes.



Um comentário:

  1. gostaria de saber onde encontrar uma imagem de tranca rua embaré igual essa desse bolg moro no rio de janeiro

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